sábado, 26 de abril de 2014

Mariana Manhães





Mariana Manhães Lima
(Niterói RJ 1977)

 Arista visual. É formada em psicologia pela Universidade Federal Fluminense (1995-2001) e frequentou a Escola de Artes Visuais do Parque Lage no Rio de Janeiro de 1998 a 2006. Participou também do workshop de animação Art Magic, nos Estúdios Disney, Flórida, Estados Unidos (1994), de cursos de design gráfico no Museu do Ingá, Niterói (1997) e do workshop Art, Memory and Testimony, na Tate Gallery, Londres (2003).

Podemos considerar que Mariana Manhães é uma artista do século XXI, pois sua produção artística em arte-tecnologia acontece a partir de 2003 e em 2008 já apresenta uma grande produção com qualidade, com 5 mostras individuais, mais de 60 mostras coletivas, várias premiações e obras em diversos acervos do Brasil e do exterior, caracterizando-se como uma artista revelação. Outros aspectos são a sua formação multidisciplinar e seu trabalho em equipe interdisciplinar.

Sua obra utiliza elementos visuais do cotidiano, como bules, jarros, nuvens e portas construindo comportamentos e linguagens para esses elementos através da produção de desenhos, fotografias, vídeos e principalmente obras em arte-tecnologia, com sistemas auxiliados pela robótica. Essas obras são formadas pelos próprios dispositivos eletrônicos, pequenos monitores de vídeo, caixas de som, motores, madeiras, parafusos e fios que ficam visíveis, sem se tornar uma caixa preta, criam a estrutura visual da obra e ao mesmo tempo revelam o funcionamento do sistema. Geralmente os sons dos vídeos são captados por sensores sonoros, que ativam suaves movimentos na estrutura. Os objetos nos vídeos falam através de idiomas inventados pela artista e os movimentos da estrutura se transformam em gestos, adquirindo vida e comportamentos estranhos e complexos que o público tenta entender.

Os conceitos e a poética são desenvolvidos por Manhães, mas produzidos em equipe, principalmente com seu pai Antonio Moutinho, que é engenheiro. O processo criativo de Manhães revela que a arte pode ser produzida com a participação de profissionais de outras áreas e de pessoas próximas, que até pouco tempo não imaginavam essa possibilidade, que amplia a compreensão da arte contemporânea e da criação artística.





ARIANA MANHÃES
NITERÓI, RJ, 1977. VIVE E TRABALHA NO RIO DE JANEIRO. SUA PRODUÇÃO É UMA INTERSECÇÃO DE EXPERIMENTAÇÃO ARTÍSTICA E TECNOLÓGICA QUE RESULTA EM TRABALHOS NOS MAIS DIFERENTES TIPOS DE MÍDIA: DESENHOS, FOTOGRAFIAS, VIDEOS E MÁQUINAS ORGÂNICAS. REALIZOU INDIVIDUAIS NO CCBB (RIO DE JANEIRO, 2010), GALERIA LEME (SÃO PAULO, 2008) E MUSEU DE ARTE CONTEMPORÂNEA DE NITERÓI (RIO DE JANEIRO, 2007), ENTRE OUTRAS. PARTICIPOU DE DIVERSAS EXPOSIÇÕES COLETIVAS EM INSTITUIÇÕES E GALERIAS NO BRASIL E EXTERIOR, TAIS COMO: INSTITUTO ITAÚ CULTURAL (SÃO PAULO), ISEA (DORTMUND, ALEMANHA), INSTITUTO TOMIE OHTAKE (SÃO PAULO), MAM (RIO DE JANEIRO), MAM (BAHIA), MUSEU VALE DO RIO DOCE (VILA VELHA, ES), MARTIN-GROPIUS-BAU MUSEUM (BERLIM, ALEMANHA).
OBRAS
ISSO (TAÇA AZUL) E ISSO (TAÇA DE CRISTAL)
MARIANA MANHÃES / ENGENHEIRO: ANTONIO MOUTINHO
MP4 PLAYER; CIRCUITOS ELETRÔNICOS; MOTOR VIBRACALL; ALTO-FALANTES; MADEIRA; CONECTOR CANON; ALUMÍNIO E OUTROS MATERIAIS.
2008





S OBRAS ISSO (TAÇA DE CRISTAL) E ISSO (TAÇA AZUL) SÃO DUAS MÁQUINAS ORGÂNICAS QUE PODEM FUNCIONAR INDIVIDUALMENTE OU INTERCONECTADAS, COMO SE ESTIVESSE EM SIMBIOSE. EM CADA UMA DELAS, UM VIDEO DE UM OBJETO ANIMADO FALA E RESPIRA. O SOM DE SUAS VOZES É PERCEBIDO POR CIRCUITOS ELETRÔNICOS, ACIONANDO MOTORES QUE EMITEM RUÍDOS. ASSIM COMO OUTRAS OBRAS PRODUZIDAS PELA ARTISTAS, AS MÁQUINAS TÊM COMPORTAMENTO AUTISTA E SÓ INTERAGEM ENTRE SI.







Trocadilho - Mariana Manhães - Fotografia (26,5 x 47cm)
Se nós acabamos de descobrir a língua das obras de arte, a Mariana descobriu, já faz tempo, a língua das xícaras e dos bules. Ela descobriu que os objetos de nossa casa na verdade falam muito, só que muito rápido, muito corrido, como se estivessem com pressa. A Mariana então resolveu fazer arte com essas xícaras e bules, dando vida a eles. -Evandro Salles. 

As obras reproduzidas no site podem apresentar diferença nas cores a não serem fieis à reprodução da obra. 


Trocadilho - Mariana Manhães - Fotografia (26,5 x 47cm)
Se nós acabamos de descobrir a língua das obras de arte, a Mariana descobriu, já faz tempo, a língua das xícaras e dos bules. Ela descobriu que os objetos de nossa casa na verdade falam muito, só que muito rápido, muito corrido, como se estivessem com pressa. A Mariana então resolveu fazer arte com essas xícaras e bules, dando vida a eles.

 

 www.youtube.com/watch?v=2vbYuPstwB0
05/09/2013 - Vídeo enviado por Santander Brasil
A curadora da exposição Arte e Design, Rejane Cintrão, fala sobre a obra "Jogo de chá" da artista ...
Ela trabalha ente arte e tecnologia, fotografia de outro trabalho que ela realizou, que é um jogo de chá que ela realizou feito de tela de televisão. O material utilizado todo trabalho que compõe uma televisão. O sentido do jogo de chá, é dos desenhos mais desenhados que o design busca  criar, inovar. Os artistas da Bauhaus criaram jogos de chá. Aqui na obra dela ela quase dar uma vida a esse jogo de chá. Tem uma instalação das peças, saem som das peças como se o céu estivesse conversando entre elas. É como se ela trouxesse essas peças a um mundo do imaginário.


Mario Celso Ramiro de Andrade


Mario Celso Ramiro de Andrade
Docente do Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais

Artista multimídia graduado em artes plásticas pela Universidade de São Paulo. Foi integrante do grupo de  intervenção urbana 3NÓS3 e do movimento de arte e tecnologia nos anos 80. Sua produção reúne intervenções urbanas, redes telecomunicativas, esculturas, instalações ambientais, fotografia e arte sonora. É mestre em fotografia e novas mídias pela Kunsthochschule für Medien Köln (Escola Superior de Arte e Mídia de Colônia), na Alemanha, e doutor em artes visuais pela Universidade de São Paulo. É professor do Departamento de Artes Plásticas e do programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da Escola de Comunicações e Artes da USP..



É artista multimídia formado pela Universidade de São Paulo. Foi integrante do grupo de  intervenção urbana 3NÓS3 e do movimento de arte e tecnologia nos anos 80. Sua produção reúne intervenções urbanas, redes telecomunicativas, esculturas, instalações ambientais, fotografia e arte sonora. É mestre em fotografia e novas mídias pela Kunsthochschule für Medien Köln (Escola Superior de Arte e Mídia de Colônia), na Alemanha, e doutor em artes visuais pela Universidade de São Paulo. Atualmente trabalha como professor do Depto. de Artes Plásticas e do programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da Escola de Comunicações e Artes da USP.




Mario Ramiro

Rede Telefonia
Nos anos 70, a escritora brasileira Hilda Hilst gravava sinais de rádio buscando se comunicar com amigos já falecidos. Hilda Hilst escolhia um espaço “vazio” entre duas estações de rádio e registrava em fita o chiado eletromagnético. Chamado de “ruído branco”, esse chiado seria o meio que os “espíritos” utilizariam para entrar em contato com o nosso mundo.

Para o projeto Ao redor de 4´33´´, os artistas GABRIELA GREEB e MARIO intitulada Rede Telefonia, que se trata da junção de vários momentos do trabalho de captação e escuta de Hilda Hilst.

 

A Rede Telefonia, da Gabriela Greeb & Mario Ramiro, é uma obra baseada nas experiências realizadas pela escritora brasileira Hilda Hilst nos anos 70 em que ela tentava fazer contato, por meio de gravações de sinal de rádio, com seus amigos já falecidos. Tem um rádio antigo, lindo, de madeira e você pode pegar os fones para ouvir a gravação da Hilda. Tem vários barulhos e a voz da escritora pedindo por sinais de seus amigos. 

Rede Telefonia, da Gabriela Greeb & Mario Ramiro.

Mario Ramiro e a fotografia de espíritos

Ronaldo Entler | domingo, 8/11/2009 | 3 Comentários

Amanhã (09/11) começa o IV SEMINÁRIO ARTE CULTURA E FOTOGRAFIA: MEMÓRIA, OUTROS DEBATES, na ECA-USP. A programação está ótima, com o mérito de abrir espaço para jovens pesquisadores e de aproximar da fotografia críticos e teóricos que não são os nomes mais recorrentes desse campo.
Queria indicar uma apresentação, em especial: A fotografia de espíritos no Brasil: uma iconografia do outro mundo, de Mario Ramiro, programada para o dia 10/11.
Mario Ramiro é um artista irriquieto que integrou no final dos anos 70 o coletivo 3 nós 3, junto com Hudinilson Jr e Rafael França. Fez experiências com vídeo, fax, xerox, secretária eletrônica, muito antes de falarmos tão deslumbradamente das novas tecnologias. Passou algum tempo na Alemanha e, de volta ao Brasil, seguiu produzindo e tornou-se professor da Escola de Comunicações e Artes da USP.
No ano passado, tive a oportunidade de participar da banca de seu doutorado, na qual apresentou a tese “O Gabinê Fluidificado e a fotografia dos espíritos no Brasil”, com orientação de Donato Ferrari. Dividi a banca com nomes de peso: Annateresa Fabris, João Musa, Sandra Stoll, além do orientador. Foi uma das teses mais interessantes que li na minha vida, e volta e meia sou visto com ela debaixo do braço, mostrando para colegas e alunos.

Retrato feito por Militão Augusto de Azevedo, com suposta apareição ao fundo.
Ramiro se debruçou sobre um campo nebuloso da história da fotografia: o registro de espíritos, fantasmas, manifestações ectoplasmáticas e outros fenômenos mediúnicos ou paranormais. Conhecíamos bem esforços realizados desde o século XIX que visam dar forma através da câmera ao invisível. Conhecíamos também um livro relativamente fácil de encontrar, O trabalho dos Mortos, publicado pela Sociedade Espírita Brasileira, que já oferecia alguma iconografia.
Ramiro faz um percurso bastante amplo: resgatou experiências importantes feitasnos Estados Unidos e na Europa, às vezes envolvendo nomes célebres, e analisou o modo como a fotografia espírita se desenvolveu de modo particularmente sistemático no Brasil. O trabalho é riquíssimo em ilustrações, apresentando desde casos discretos e obscuros, até outros mais famosos, como a polêmica reportagem da revista O Cruzeiro sobre o grupo mineiro de Chico Xavier, além de outras ocorrências de paranormalidade veiculadas pela grande imprensa.
O tema é delicado mas, com a sutileza de quem anda sobre uma corda, o texto consegue ser crítico quanto às evidentes manipulações que às imagens trazem e, ao mesmo tempo, respeitoso com as fontes mais envolvidas com o tema que, conforme o autor, colaboraram sem impor exigências.
Tudo isso já compõe uma tese densa e original, mas Ramiro traz no trabalho uma segunda questão. Ele compara a capacidade inventiva da fotografia espírita com aquela da produção artística contemporânea. O salto é abrupto, e Ramiro teve que responder a perguntas um tanto duras da banca sobre essa comparação. Mas ele deu uma aula, e foi também uma oportunidade para conhecer a pesquisa que fez na Alemanha e alguma de suas produções recentes como artista, trabalhos que também discutem – sem deslumbramento – a relação possível entre novas tecnologias e fenômenos paranormais.
Seja pela originalidade, seja pelos riscos que assume, vale conferir.
A programação do evento pode ser conferida no site da ECA-USP:http://www.cap.eca.usp.br/eventos.html.

Como parte do programa de intercâmbio do Departamento de Artes Plásticas (CAP) com o Departamento de Artes da Vanderbilt University, de Nashville (Estados Unidos), intitulado Conversas/Conversations, os artistas e professores Mario Ramiro, do CAP, e Tese de Doutorado
Documento
Autor
Nome completo
Mario Celso Ramiro de Andrade
Unidade da USP
Área do Conhecimento
Data de Defesa
Imprenta
São Paulo, 2008
Orientador
Banca examinadora
Ferrari, Donato (Presidente)
Entler, Ronaldo
Fabris, Annateresa
Musa, Joao Luiz
Stoll, Sandra Jacqueline
Título em português
O gabinê fluidificado e a fotografia dos espíritos no Brasil: a representação do invisível no território da arte em diálogo com a figuração de fantasmas, aparições luminosas e fenômenos paranormais
Palavras-chave em português
Aparições fantasmáticas
Arte
Ectoplasmia
Fotografia
Fotografia de materializações
Fotografia do invisível
Fotografia dos espíritos
Fotografia espírita
Fotografia paranormal
Resumo em português
Esta tese foi desenvolvida a partir de duas frentes de trabalho distintas, porém complementares: a primeira procura rastrear o surgimento e identificar a produção da chamada Fotografia dos Espíritos no Brasil, um acervo de imagens com características próprias, encontradas a partir do início do séc. XX no país, que registram as supostas manifestações espirituais e paranormais ocorridas em várias localidades brasileiras, ao longo de quase um século. São imagens que pretendem demonstrar a ocorrência de determinados fenômenos, sob determinadas condições, em determinados ambientes e, invariavelmente, na presença de testemunhas oculares e suas câmeras fotográficas. Numa outra frente, este trabalho propõe uma leitura da produção artística do autor, em diálogo com vários pressupostos da fotografia dos espíritos; dando continuidade ao trabalho que foi tema da dissertação de mestrado em poéticas visuais, defendida na Escola Superior de Arte e Mídia de Colônia (Kunsthochschule für Medien Köln), na Alemanha, em 1997. Ao associar essas duas frentes de trabalho, torna-se possível identificar várias zonas de intersecção entre a prática fotográfica espiritual e a produção artística aqui enfocada, revelando que objetos do conhecimento aparentemente distintos mostram-se intimamente implicados, quando analisados sob a perspectiva da arte.
Título em inglês
O gabinê fluidificado e a fotografia dos espíritos no Brasil: a representação do invisível no território da arte em diálogo com a figuração de fantasmas, aparições luminosas e fenômenos paranormais
Palavras-chave em inglês
Aparições fantasmáticas
Arte
Ectoplasmia
Fotografia
Fotografia de materializações
Fotografia do invisível
Fotografia dos espíritos
Fotografia espírita
Fotografia paranormal
Resumo em inglês
This dissertation was developed starting from two distinct, yet complementary, themes of work. The first intends to track the appearance and identify the production of the so-called Spirit Photography in Brazil, a collection of images with unique characteristics, which one finds in the country starting in the early twentieth century. They record evidence of the supposed paranormal and spiritual manifestations occurring in various locations in Brazil for a period of almost one century and are images that attempt to demonstrate the occurrence of specific phenomena under specific conditions, in specific environments and, inevitably, in the presence of eyewitnesses and their cameras. In the other theme, this work proposes a reading of the artistic production of the author in dialogue with the various presuppositions of spirit photography; providing continuity to the work that was the subject of the master's thesis in Visual Poetics, defended at the Academy for Art and Media of Cologne in 1997. By associating these two themes of research, it becomes possible to identify various zones of intersection between the practice of spiritual photography and the artist addressed here, revealing that objects from apparently distinct fields of knowledge show themselves to be intimately implicated when analyzed from an artistic perspective.

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Data de Publicação
2009-07-14

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Realizam entre os dias 21 e 29 de outubro um workshop colaborativo cujo resultado será uma intervenção sonora pelas ruas , conduzida por cerca de dez bicicletas equipadas com um sistema de som amplificado.
O projeto irá envolver estudantes com diferentes formações e talentos na produção de um evento que irá aproximar áreas distintas do saber numa experiência criativa única.
Esse trabalho trata de questões como as do movimento coletivo com uma forma de intervenção, as da arte sonora em sua dimensão urbana e também do movimento ciclista crítico, que reflete sobre aspectos da mobilidade urbana nos grandes centros.





         


 Nas intervenções urbanas o público é normalmente confrontado com a manifestação artística no seu ambiente cotidiano quando a arte se desloca dos espaços normalmente aceitos como legitimadores de sua expressão criativa para o ambiente urbano.
Essa intervenção será realizada por um grupo de bicicletas equipadas com caixas de som amplificadas, na reprodução de peças musicais e sonoras especialmente criadas ou adaptadas para este trabalho.
Os estudantes da Vanderbilt University – e posteriormente os da USP – serão convidados a tomar parte nos trabalhos de montagem da intervenção, equipando suas bicicletas com um sistemas de som estéreo controlados por telefones celulares, iPods ou tocadores de mp3.
Cada unidade móvel de som será montada e customizada por cada participante das oficinas. Sons e músicas serão sampleados, criados, mixados e produzidos de forma a se combinarem com o conjunto e também produzirem suas sonoridades individualmente. As bicicletas irão desempenhar o papel de uma mesa de som em meio à cidade, mixando diversas sonoridades à medida em que se deslocam pelas ruas.
A performance será documentada por meio de imagem e som pelos participantes, utilizando câmeras e gravadores portáteis. Um vídeo final do evento será posteriormente editado e compilado nos registros que serão disponibilizados a todos os interessados pelo site do projeto.


Resposta ao email de Alda Barão, colega de grupo:

Olá Alda,
Obrigado, antes de mais nada, pelo seu interesse e atenção pelo meu trabalho.

Como você mesmo relata, parece ser comum tais fatos "sensitivos" que cercam a experiência denominada paranormal de muitas pessoas.
Eu sou um artista interessado nesses fenômenos, pois acredito que a experiência sensível da arte nos coloca, muitas vezes, em contato com esse universo. 
Esse interesse me levou a realizar uma pesquisa sobre a chamada "Fotografia dos espíritos no Brasil", onde coletei a analisei as imagens publicadas em revistas, livros e, hoje em dia, na internet, relacionadas às supostas aparições de fantasmas, espíritos e outros fenômenos ocorridos no Brasil. Um pdf desse trabalho pode ser baixado por aqui: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27159/tde-13072009-190522/

Quando vivi na Europa, eu também realizei um trabalho com um artista japonês, meu amigo Morio Nishimura, que até hoje só se encontra documentado no catálogo que segue em anexo pra ti. Trata-se de uma experiência no campo da transmissão "telepática" ou como chamei na época, de uma "telecomunicação sem tecnologia". 

Espero que você consiga encontrar alguém que possa estreitar os canais de contato com essa dimensão que não conseguimos nominar exatamente.
Abraços, Mario Ramiro


Mario Ramiro
Professor do Depto. de Artes Plásticas
e do Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais

Escola de Comunicações e Artes
Universidade de São Paulo



Eu enviei Um pdf com essa obra.
Trata-se de uma experiência no campo da transmissão "telepática" ou como chamei na época, de uma "telecomunicação sem tecnologia". 

Link para o material, abaixo:

Anna Bella Geiger




Biografia

Anna Bella Geiger (Rio de Janeiro RJ 1933). Escultora, pintora, gravadora, desenhista, artista intermídia e professora. Com formação em língua e literatura anglo-germânicas, inicia, na década de 1950, seus estudos artísticos no ateliê de Fayga Ostrower (1920 - 2001). Em 1954, vive em Nova York, onde freqüenta as aulas de história da arte com Hannah Levy no The Metropolitan Museum of Art - MET [Museu Metropolitano de Arte] e, como ouvinte, cursos na New York University. Retorna ao Brasil no ano seguinte. Entre 1960 e 1965, participa do ateliê de gravura em metal do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro - MAM/RJ, onde passa a lecionar três anos mais tarde. Em 1969, novamente em Nova York, ministra aulas na Columbia University. Volta ao Rio de Janeiro em 1970. Em 1982, recebe bolsa da John Simon Guggenheim Memorial Foundation, em Nova York. Publica, com Fernando Cocchiarale (1951), o livro Abstracionismo Geométrico e Informal: a vanguarda brasileira nos anos cinqüenta, em 1987. Sua obra é marcada pelo uso de diversas linguagens e a exploração de novos materiais e suportes. Nos anos 1970, sua produção tem caráter experimental: fotomontagem, fotogravura, xerox, vídeo e Super-8. Dedica-se também à pintura desde a década de 1980. A partir da década de 1990, emprega novos materiais e produz formas cartográficas vazadas em metal, dentro de caixas de ferro ou gavetas, preenchidas por encáustica. Suas obras situam-se no limite entre pintura, objeto e gravura.




Num primeiro momento, o trabalho de Anna Bella Geiger vincula-se ao abstracionismo informal. Aluna de desenho, gravura e pintura de Fayga Ostrower (1920 - 2001) a partir de 1950, a artista participa da 1ª Exposição Nacional de Arte Abstrata, no Hotel Quitandinha, em Petrópolis, Rio de Janeiro, em 1953. Após uma pausa na atividade artística, motivada pelo ingresso na Faculdade Nacional de Filosofia e viagem de estudo aos Estados Unidos, Geiger freqüenta o ateliê de gravura em metal do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro - MAM/RJ de 1960 a 1965. Nesse período, completamente dedicada à gravura, ela passa a desenvolver uma figuração de base abstrata.
De 1965 a 1968, Geiger produz o que é chamado pela crítica de "fase visceral", sob a influência da nova figuração. As imagens trazem a pesquisa da realidade orgânica mediante a representação fragmentada do corpo como referência a um possível mapa do microcosmo. Essa fase antecipa a utilização da cartografia em sua produção, cujo eixo central é o questionamento da noção de limitação de territórios culturais baseados em fronteiras geográficas, por exemplo, a problematização da existência de uma "cultura brasileira" comum a todos os habitantes da nação. Ao mesmo tempo Geiger compõe suas imagens com base em chapas de metal recortadas, explicitando e explorando artisticamente o próprio processo material de produção da técnica de gravura em metal.
Apesar da importância e constância da gravura em sua obra, em Circumambulatio (1972) percebe-se a necessidade de Geiger de encontrar novos meios de expressão. Nesse sentido, sua produção da década de 1970 é marcada por um caráter eminentemente experimental: fotogravura, fotografia clichê, fotomontagem, serigrafia, xerox, cartão-postal, vídeo, Super-8, são algumas das mídias utilizadas pela artista. Estimulada pelas questões levantadas pela arte conceitual e o momento político vivido, ela apresenta em seus trabalhos sobretudo questões relativas à identidade e cultura nacional, ao local do artista na sociedade, à constituição do meio de arte no Brasil e sua posição no mundo.
A série Brasil Nativo/Brasil Alienígena (1977), na qual Geiger dispõe nove cartões-postais com cenas da vida indígena lado a lado com retratos de sua vida cotidiana, é emblemática do período. Nela a cultura brasileira é pensada como resultado de tensões, continuidades e descontinuidades, a negar uma unidade cultural orgânica.

                   
                              



Nesse momento, o uso irônico e transgressor da cartografia torna-se um elemento fundamental do trabalho em séries como O Pão Nosso de Cada Dia e Local da Ação. O caráter icônico dos mapas é tensionado a fim de criar uma verdadeira "topografia da arte", e simultaneamente problematizar as delimitações (culturais, políticas, sociais) indiciadas por fronteiras e limites.







Nos anos 1980 a artista começa a pintar e desenvolve longas séries, como Píer & Ocean, fazendo uma reavaliação crítica tanto da história da pintura quanto dos signos de seus trabalhos anteriores. Os anos 1990 são marcados por séries como Fronteiriços, em que novos materiais são usados. As formas cartográficas reaparecem vazadas em metal dentro de caixas de ferro ou gavetas de mapotecas preenchidas por encáustica. No limite entre gravura, pintura e objeto, essas obras são o emblema perfeito de toda sua produção na medida em que atualizam as séries anteriores. Mais recentemente, retoma seus interesses pelas novas tecnologias utilizando o vídeo em associação com a gravura (clichês de metal) e arquivos de ferro na instalação Indiferenciados (2001).

www.youtube.com/watch?v=8QoOlAMknGc 

ANNA BELA GEIGER CIRCA V


Fabio Oliveira Nunes





FÁBIO OLIVEIRA NUNES é artista multimídia, designer digital e professor universitário, atuando entre outras áreas, nos estudos de hipermídia, web arte, arte mídia e poéticas da visualidade. Um dos seus estudos mais importantes é WEB ARTE NO BRASIL, realizado a partir de 1999 e atualmente dedica-se à pesquisa da arte tecnológica crítica. 

É Doutor em Artes na Escola de Comunicações e Artes da USP, Mestre em Multimeios (Multimídia) na UNICAMP e Bacharel em Artes Plásticas na UNESP 
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TRAJETÓRIA
Desde 1998, Fábio Oliveira Nunes (ou Fabio FON) desenvolve experimentações em computação gráfica e web arte, em projetos comerciais e de arte. Em 1998, produziu o site Busarte, um repositório de experimentações artísticas para a web; em 1999, elaborou o site ONOS, onde utilizando a Tecnologia Flash, simula um sistema operacional com licenças poéticas e ruídos de informação; entre 1999 e 2004, trabalhou em interfaces unicamente sonoras em diversas versões dos trabalhos Casa Escura e Cabra Cega.
No decorrer de 2000 conclui o Bacharelado em Artes Plásticas no Instituto de Artes da UNESP (Universidade Estadual Paulista), em São Paulo, tendo como trabalho de conclusão, “Web Arte no Brasil: A arte telemática criada por artistas brasileiros para a Internet”.
Em 2002, escreve diversos artigos relacionados com a pesquisa “Web Arte no Brasil” em publicações da UNICAMP (Universidade Estadual de Campinas), Faculdade Cásper Líbero e outros espaços. Neste mesmo ano, passa a lecionar Computação Gráfica nas Faculdades Integradas de Guarulhos (SP).
Em 2003, passa a fazer parte do grupo Poéticas Digitais da Escola de Comunicações e Artes da USP. Neste ano, produz oArtéria 8, em co-organização com o poeta Omar Khouri, web site de poesia digital, com a participação de cerca de quarenta artistas e poetas de diversos meios. Ainda em 2003, defende dissertação com o tema "Web Arte no Brasil: Algumas poéticas e interfaces no universo da rede Internet", onde discute a produção brasileira de arte para a rede Internet, no Instituto de Artes da UNICAMP.
No ano de 2004, inicia sua pesquisa em nível de Doutorado na ECA-USP, pesquisando a arte crítica dos novos meios. Neste mesmo ano, leciona no Instituto de Artes da UNESP.
Em 2006, produz a revista digital-objeto NÓISGRANDE, lançada na Casa das Rosas – Espaço Haroldo de Campos de poesia e literatura, em abril. No mesmo ano, é colaborador do siteCronópios - Literatura & Arte no Plural, na seção Internet.
Em 2007, conclui sua pesquisa de Doutorado na ECA-USP sob o título "CTRL+ART+DEL: contexto, arte e tecnologia" em 10 de dezembro. Realiza também, com a artista Soraya Braz, os trabalhos Roaming e Grampo, apresentados respectivamente no II Mobilefest (SESC Av. Paulista) e na Exposição 27 Formas (Paço das Artes), ambos em São Paulo. Estes trabalhos apropriam-se de sensores de radiação eletromagnética presentes em penduricalhos para telefones celulares.
Em 2008, participa da Campus Party Brasil, considerado o maior evento de Internet e tecnologia do mundo, juntamente com a artista Soraya Braz, expondo e discutindo os trabalhos Grampo eRoaming no Campus Futuro/Mobilefest. O evento contou com a visitação de mais de 50.000 pessoas. No mesmo ano, participa do FILE - Festival Internacional de Linguagem Eletrônica (Centro Cultural FIESP), em São Paulo, apresentando os trabalhosRoaming e Freakpedia (realizado com Edgar Franco).
Em 2009, passa a integrar o corpo docente do Departamento de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), enquanto professor adjunto da área de Artes Visuais e Tecnologia Digital.
Em 2010, lança o livro "CTRL+ART+DEL: Distúrbios em arte e tecnologia", através da Editora Perspectiva e FAPESP. O livro traz questões recorrentes na produção de arte tecnológica e reflexões sobre experimentações artísticas de FON. No mesmo ano, o trabalho Captas (realizado com Soraya Braz) é apresentado na Mostra SESC de Artes - São Paulo. Antes disso, Captas foi também apresentado no Mobilefest, no MIS-SP, e também em outras exposições de arte e tecnologia em Brasília, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul. Ainda em 2010, Fabio FON lança o projeto interinstitucional 10 Dimensões: Diálogos em Rede, Corpo, Arte e Tecnologia (UFRN-UFPB-IFRN-FAPERN), sob sua coordenação. Em dez diferentes encontros mensais, o projeto apresentou discussões e trabalhos em arte, ciência e tecnologia com a presença de pesquisadores de diferentes regiões do país, em Natal (RN) e João Pessoa (PB).
Em 2011, participa do FILE Porto Alegre e FILE São Paulo, este último com o trabalho Via Invisível. Retorna a São Paulo, integrando-se ao Grupo de Pesquisa cAt: Ciência, ARTE e Tecnologia, equipe sob a coordenação do Prof. Dr. Milton Sogabe (UNESP). Participa da Mostra Paradas em Movimento: Videopoéticas no Centro Cultural São Paulo, sob a curadoria de Elson Fróes, com os videopoemas Revolátil e Poemaparte II.
Em 2012, inicia pesquisa em pós-doutorado no Instituto de Artes da UNESP, em São Paulo. Participa como palestrante na quinta edição da Campus Party Brasil, em São Paulo. 












Fonte de pesquisa:-l http://www.fabiofon.com.